Consórcio vale a pena? 8 situações em que ele é a melhor escolha
O consórcio cresce ano após ano no Brasil, segundo os dados da ABAC, a associação das administradoras. Mas crescer não significa servir para todo mundo. A pergunta certa não é "consórcio é bom?", e sim "consórcio é bom para a minha situação?".
Depois de atender muita gente pelo Brasil, a gente reuniu as oito situações em que a resposta costuma ser sim.
1. Você pode esperar pelo bem
O funcionamento é simples: um grupo de pessoas paga parcelas mensais para formar um fundo, e todo mês parte delas é contemplada, por sorteio ou lance, com a carta de crédito. Como não há data certa para a contemplação, o consórcio é para quem consegue planejar a compra, não para quem precisa do bem amanhã.
Se você quer um carro ou um imóvel, mas pode esperar alguns meses ou anos, o consórcio tende a ser a forma mais barata de chegar lá.
2. Você quer parcelas baixas
Sem juros, a parcela do consórcio costuma ser bem menor que a de um financiamento do mesmo valor. Além disso, a administradora oferece planos com prazos diferentes, e alguns grupos permitem parcela reduzida até a contemplação, o que alivia ainda mais o começo.
3. Você quer flexibilidade para pagar
Sobrou dinheiro no mês do décimo terceiro ou de um bônus? Dá para antecipar parcelas. Apertou? A administradora tem caminhos para renegociar. O consórcio aceita ritmo, desde que a comunicação seja feita antes do atraso, não depois.
4. Você não quer pagar juros
Esta é a diferença estrutural. No financiamento, os juros incidem sobre o saldo devedor todo mês, e com prazo longo o custo total dispara. No consórcio, o custo é uma taxa de administração fixa, definida na adesão e diluída nas parcelas. Sem surpresa, sem juro sobre juro.
5. Você quer investir com segurança
As regras do consórcio são definidas pelo Banco Central e o contrato é claro sobre direitos e deveres. Se mudar de ideia, o valor pago pode ser restituído conforme as regras do grupo. As taxas fixas e o fundo de reserva protegem o grupo de inadimplência. É um produto regulado, não uma aposta.
6. Você tem uma reserva parada
Recebeu uma herança, um bônus, vendeu algo? Em vez de deixar o dinheiro parado, uma estratégia comum é entrar em um consórcio e usar a reserva como lance para antecipar a contemplação. Você mantém a compra planejada e ainda usa o valor guardado com um propósito.
7. Você precisa de disciplina para poupar
Poupar "o que sobra" raramente funciona, porque quase nunca sobra. A parcela do consórcio entra no orçamento como uma conta fixa, igual à luz ou à internet. Para muita gente é a única forma de guardar dinheiro todo mês, sem depender de força de vontade.
8. Você quer negociar como quem paga à vista
A carta de crédito contemplada vale como dinheiro na mão. O vendedor recebe da administradora, e você negocia desconto como comprador à vista. É comum conseguir um preço melhor do que quem chega com financiamento aprovado.
Bônus: a carta acompanha o preço do bem
O crédito é reajustado periodicamente pelos índices do contrato (FIPE para veículos, INCC ou IGP-M para imóveis). Se o carro que você quer subiu de preço enquanto você esperava, a carta subiu junto. Seu poder de compra não fica para trás.
Se você se reconheceu em duas ou três situações acima, o consórcio provavelmente vale a pena para você. O passo seguinte é ver as parcelas e os melhores grupos para o seu crédito, e isso a gente resolve em quatro toques.
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Conteúdo educativo produzido pela Castro Consultoria, parceira do Consórcio Nacional Bancorbrás. Não constitui recomendação financeira individual. Regras de contemplação, reajuste e uso do crédito seguem o contrato de cada grupo.
