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Como é calculada a parcela do consórcio: fundo comum, taxa de administração e fundo de reserva

Castro Consultoria · 17 de abril de 2025 · 3 min de leitura

Antes de assinar qualquer adesão, uma pergunta merece resposta clara: de onde vem o valor da parcela do consórcio? Não é "o valor do bem dividido pelo prazo". Há outros componentes, e conhecer cada um é o que permite comparar planos com honestidade e escolher um que caiba na sua renda.

Neste artigo a gente abre a parcela por dentro e faz o cálculo junto com você.

O que entra na parcela do consórcio

1. Fundo comum

É a parte principal: o valor da carta de crédito dividido pelo número de meses do grupo. É o dinheiro que forma a "poupança coletiva" de onde saem as contemplações. Corresponde a 100% do crédito contratado.

2. Taxa de administração

É a remuneração da administradora por montar o grupo, cobrar, realizar as assembleias e liberar os créditos. A taxa é um percentual fixo sobre o valor do crédito, definido em contrato e diluído por todo o prazo. No mercado, ela costuma ficar em até 22,5% do valor do consórcio, variando conforme a administradora e o grupo. A administradora precisa ser autorizada pelo Banco Central; as principais também são associadas à ABAC.

3. Fundo de reserva

Uma pequena reserva do grupo para cobrir imprevistos, como inadimplência de participantes ou despesas judiciais. Costuma girar em torno de 2% do valor do bem. Se sobrar ao final do grupo, o saldo é devolvido proporcionalmente aos consorciados.

4. Seguro

Pode ser obrigatório ou opcional, dependendo da administradora, e deve estar escrito no contrato. Os mais comuns são o seguro de vida (quita as parcelas se o consorciado falecer) e o seguro de quebra de garantia (cobre a inadimplência de quem já foi contemplado).

5. Taxa de adesão

Opcional e permitida por lei. Quando existe, fica em torno de 2% da cota, paga na entrada, e funciona como antecipação da taxa de administração, sendo descontada depois do saldo devedor.

Cálculo da parcela passo a passo

Vamos a um exemplo com as taxas usuais de mercado, sem seguro e sem adesão, para simplificar:

Fundo comum: R$ 60.000 ÷ 60 = R$ 1.000,00 por mês.

Taxa de administração: 15% de R$ 60.000 = R$ 9.000; ÷ 60 = R$ 150,00 por mês.

Fundo de reserva: 2% de R$ 60.000 = R$ 1.200; ÷ 60 = R$ 20,00 por mês.

Parcela: R$ 1.000 + R$ 150 + R$ 20 = R$ 1.170,00.

Repare que a taxa de administração é o item que mais muda de um plano para outro. Dois grupos com o mesmo crédito e o mesmo prazo podem ter parcelas bem diferentes só por causa dela. É aí que um consultor faz diferença: ele conhece os grupos abertos e sabe onde a taxa está mais leve.

A parcela muda ao longo do tempo?

Sim, e isso tem que estar no contrato. Em consórcio de imóveis o crédito e as parcelas costumam ser reajustados uma vez por ano por um índice como o INCC (custo da construção) ou o IGP-M. Em consórcio de veículos, o reajuste normalmente segue a tabela FIPE ou a tabela do fabricante. O objetivo do reajuste é manter o poder de compra da carta: se o carro subiu de preço, o crédito acompanha.

Como escolher um plano que cabe no bolso

Trate o consórcio como compromisso de médio ou longo prazo, porque é. Faça as contas com o reajuste previsto e mantenha a parcela abaixo de 30% da renda mensal líquida. Se o plano que você quer estoura esse limite, esticar o prazo ou reduzir a carta é melhor do que apertar e correr o risco de atrasar.

Atraso em consórcio custa caro: juros e multa, perda do direito de participar dos sorteios e, se persistir, cancelamento da cota. Por isso a regra é simples: só assuma o que você consegue pagar todo mês, inclusive nos meses ruins.

Na Castro Consultoria, a simulação já sai com a parcela aberta item por item. Se quiser conferir os números do seu caso, simule em quatro toques e receba no WhatsApp.

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Conteúdo educativo produzido pela Castro Consultoria, parceira do Consórcio Nacional Bancorbrás. Não constitui recomendação financeira individual. Regras de contemplação, reajuste e uso do crédito seguem o contrato de cada grupo.