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Onde investir sendo autônomo: 4 opções para quem não tem salário fixo

Castro Consultoria · 29 de abril de 2025 · 3 min de leitura

Trabalhar por conta própria dá liberdade, mas cobra um preço: a renda não é a mesma todo mês. Tem mês de fartura e mês de aperto, e quem não se organiza gasta demais no primeiro e passa sufoco no segundo. Investir é a forma de suavizar essa montanha-russa.

Aqui a gente mostra por que o autônomo precisa investir com ainda mais cuidado do que quem tem carteira assinada, o que avaliar antes de aplicar e quatro opções que costumam funcionar bem para esse perfil.

Por que o autônomo precisa investir

Investir é bom para qualquer pessoa: organiza as finanças e faz o dinheiro render. Para o autônomo, tem uma função extra: transformar os meses bons em colchão para os meses ruins.

Quem vive de renda variável e não investe fica exposto a dois erros que se alimentam: gastar como se todo mês fosse o melhor mês, e depois recorrer ao cheque especial quando a receita cai. Aplicar parte do que entra nos períodos de alta cria uma reserva que complementa a renda quando ela oscila.

O que avaliar antes de escolher onde investir

Não existe melhor investimento em abstrato. Existe o melhor para o seu objetivo, o seu prazo e a sua tolerância a risco. Três riscos merecem atenção:

Para o autônomo, a liquidez pesa mais do que para os outros, porque a chance de precisar resgatar para cobrir um mês fraco é real. Por isso a regra de ouro: antes de qualquer aplicação, olhe seus últimos três a seis meses de receita e descubra qual é a sua renda média de verdade, não a do melhor mês.

Depois disso, separe objetivos: reserva para capital de giro, reserva para emergência, dinheiro para aposentadoria, dinheiro para um bem. Cada objetivo tem um prazo, e cada prazo tem um investimento mais adequado.

4 opções de investimento para autônomos

1. Consórcio

Para quem tem dificuldade de guardar dinheiro com regularidade, o consórcio funciona como uma poupança com compromisso: a parcela vence todo mês, você paga, e ao longo do tempo constrói o crédito para um carro, um imóvel ou um serviço, sem juros. O valor da parcela e o prazo são escolhidos na adesão, então dá para encaixar na renda média sem sufocar o orçamento.

A gente costuma indicar consórcio para o autônomo que tem um objetivo concreto de médio ou longo prazo e sabe que, se depender só da própria disciplina, o dinheiro não vai ficar parado na conta.

2. Tesouro Selic

Título público do Tesouro Direto que rende acompanhando a taxa básica de juros. É renda fixa, as regras são conhecidas desde o início e o resgate pode ser feito a qualquer momento sem perda. Por isso é a escolha natural para a reserva de emergência do autônomo: o dinheiro está lá quando o mês vem fraco.

3. Tesouro IPCA

Também do Tesouro Direto, rende a inflação mais uma taxa fixa. Ou seja, o dinheiro sempre ganha da inflação no vencimento. É ideal para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, especialmente para quem não contribui com o INSS ou contribui pouco. O cuidado: resgatar antes do vencimento pode dar prejuízo, então só aplique aqui o que você não vai precisar tão cedo.

4. Fundos de investimento

Para quem aceita mais risco em troca de mais retorno. Em vez de comprar ações por conta própria, você entrega o dinheiro a um gestor profissional que monta a carteira. Há fundos de todo tipo, então leia o regulamento antes de entrar e, principalmente, coloque ali só uma parte menor do patrimônio. O grosso da segurança do autônomo tem que estar nas opções anteriores.

Como montar a sua combinação

Uma sequência que funciona para a maioria: primeiro a reserva de emergência no Tesouro Selic, depois o objetivo concreto de médio prazo no consórcio, depois o longo prazo no Tesouro IPCA, e só então uma fatia em fundos. Nessa ordem, a oscilação da renda deixa de ser um susto e vira só um detalhe do planejamento.

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